quinta-feira, 1 de julho de 2010

Governo investe na restauração de matas ciliares aqui na Bahia.

Hoje, quinta-feira (01/07/2010), o Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá) – autarquia da Secretaria Estadual de Meio Ambiente – assinou 22 convênios com 18 prefeituras e quatros instituições de ensino selecionadas na chamada pública de restauração de matas ciliares e entorno de nascentes. O evento aconteceu no auditório Paulo Jackson do Ingá, no Itaigara.

Ao todo, serão investidos cerca de R$ 1,6 milhão, sendo R$ 1,24 milhão de recursos orçamentários do governo do Estado, e R$ 314,84 mil contrapartida dos conveniados. A chamada pública, lançada pelo Ingá no final de 2009, recebeu 70 projetos, dentre os quais foram selecionados 25 que contemplam os três biomas do Estado: caatinga, cerrado e mata atlântica. Essa estratégia faz parte do Programa Estadual de Restauração de Matas Ciliares e Nascentes, aprovado pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (Conerh). Os projetos foram analisados e selecionados pelo Grupo Estadual de Matas Ciliares (GTMAC) – composto por 39 representantes da sociedade civil, poder público e usuários de água – e apreciados pelos Comitês de Bacias Hidrográficas.

Esta chamada pública marca efetivamente as políticas ambientais desenvolvidas pelo governo estadual para a restauração de matas ciliares, já que com essa iniciativa fortalece-se uma nova cultura junto à sociedade para a proteção das águas. As matas ciliares são importantes para a proteção dos corpos hídricos, garantindo não só quantidade, mas também qualidade das águas e, com isto, reduzindo os custos ambientais, econômicos e sociais para a sociedade. Um exemplo claro da necessidade da preservação e restauração das matas ciliares são as enchentes que assolam atualmente o Nordeste, em especial, Alagoas e Pernambuco. A falta de proteção natural das nascentes e dos rios que cortam os municípios e a ocupação humana dessas áreas acabam resultando nesses impactos negativos para a população e o meio ambiente.
Além disso os projetos, serão um estímulo a sua replicação nos territórios de identidade onde estão sendo implantados.

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