quarta-feira, 7 de julho de 2010

DESASTRE AMBIENTAL NO GOLFO DO MÉXICO




No dia 20 de abril, uma explosão na plataforma Deepwater Horizon e posteriormente seu afundamento, plataforma operada pela British Petroleum no Golfo do México, matou 11 pessoas e rompeu tubulações no fundo do oceano. Desde então, uma quantidade estimada entre 80 e 180 milhões de litros de petróleo vazou no Golfo do México. As tentativas da petroleira britânica de estancar o derramamento fracassaram, e hoje já se estende por todos os estados americanos no litoral do Golfo do México, passando a ser considerado “O maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos”.

A Guarda Costeira informou que manchas de petróleo foram vistas perto da cidade do Texas e de Galveston e que os cinco estados americanos no Golfo do México - Louisiana, Mississipi, Alabama, Flórida e Texas - já são afetados pelo vazamento. E ao analisar amostras retiradas das manchas de petróleo, encontraram bolas de alcatrão - resíduo viscoso composto por centenas de substâncias químicas que podem ser cancerígenas.

O grupo petroleiro britânico BP anunciou nesta segunda-feira que a maré negra, como já é conhecido o desastre, já custou 3,12 bilhões de dólares.

No domingo, os dois sistemas instalados para recuperar o petróleo vazado permitiram recolher 25.198 barris de petróleo, ou seja, um total de 585.400 barris recuperados assim desde o início do vazamento, segundo comunicado da BP.

Para os Economistas o impacto econômico é tão incerto quanto os danos ambientais. Com milhões de galões na água, alguns especialistas preveem um grande dano à economia. Especialistas no Instituto de Pesquisa Harte para Estudos do Golfo do México em Corpus Christi, por exemplo, estimam que 1,6 bilhão de dólares da economia anual - incluindo o turismo, pesca e outros - estão em risco.

Alguns especialistas foram rápidos ao prever o apocalipse, projetando imagens cruéis com 1.600 quilômetros de águas irreparáveis e praias em risco, pesca prejudicada por várias temporadas, espécies frágeis extintas e uma indústria economicamente arrasada por anos.

Na verdade ninguém sabe o que vai ao final, seu impacto final dependerá de uma lista de variáveis, que incluem o clima, correntes oceânicas, as propriedades do petróleo. Espero que os esforços para conter o petróleo tenham pelo menos um pouco de sucesso e que o clima cooperar, para que o pior seja evitado.


Assim nos questionamos, é seguro a exploração de águas profundas?

Um comentário:

  1. É fato que o desastre no Golfo do México superou o furação Katrina que marcou negativamente a Era Bush.

    Com relação à segurança da exploração de petróleo em águas profundas cabe ao governo brasileiro posicionar-se de forma responsável sobre o tema, a fim de criar mecanismos eficientes que impeçam a repetição em águas brasileiras.

    Enquanto o pré-sal estiver sendo tratado apenas e irresponsavelmente como mote para campanha política governista - o projeto que cria a nova empresa brasileira foi aprovado ontem no Congresso Nacional - os riscos de desastre abaixo da linha do equador só aumentam.

    Aguardamos resposta!

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